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Atividades formativas são sucesso de público na 16ª Goiânia Mostra Curtas


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Foto: Dan Santos

Com a proposta de levar o audiovisual além das salas de cinema, a 16ª Goiânia Mostra Curtas está promovendo uma série de atividades formativas gratuitas para profissionais e interessados no setor cinematográfico. Nesta sexta-feira (7), as aulas foram realizadas no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (UFG), em aulas com as professoras Mariana Brasil, Vera Hamburger e Julia Zakia.

A intenção é promover, por meio dos cursos, um intercâmbio de informações, conforme destaca a diretora do festival, Maria Abdalla.

“As atividades oferecidas têm o objetivo de enriquecer as experiências dos profissionais locais por meio da participação de profissionais atuantes no mercado audiovisual e, ainda, com as discussões e debates desenvolvidas com as turmas multidisciplinares”.

Foto: Dan Santos

Foto: Dan Santos

Ministrante da Oficina Planejamento de Produção para Séries de TV, Mariana Brasil, acredita que a iniciativa do festival ajuda a “descentralizar o conhecimento, retido em São Paulo e Rio de Janeiro, uma vez que Goiânia é um ponto estratégico central no País”.

A profissional, que atua há mais de 20 anos como coordenadora de produção de projetos audiovisuais, explica que em sua área não há literatura de apoio e, por isso, a experiência conta muito para desempenhar a função. “Minha expectativa é que os participantes possam se capacitar e planejar, ampliando seus potenciais de realização, por meio de uma planilha que desenvolvi e vou apresentar”.

A didática foi, inclusive, elogiada pelo aluno Diego D’Ascheri, que atua como diretor. “Tenho a intenção de aprender a dialogar com os produtores e tentar organizar meus projetos”. Opinião parecida tem o também diretor Rafael Silva: “Acredito que vai facilitar o processo de elaboração, com as informações repassadas – desde a criação até a finalização e venda”. As aulas seguem até sábado (8).

Com o objetivo de incentivar os participantes a investigar o espaço da cena como linguagem, assim como os mecanismos de funcionamento da percepção e criação, a diretora de arte Vera Hamburger ministra o Laboratório Fronteiras Permeáveis. O público alvo consiste em estudantes e interessados em artes cênicas e audiovisuais, como bailarinos, cenógrafos, figurinistas, iluminadores, entre outros. O laboratório foi dividido em dois módulos: o primeiro, Da experiência vivencial à forma, inclui prática, e o segundo, Do desenho à cena: outra experiência, consiste em palestra aberta ao público.

Foto: Dan Santos

Foto: Dan Santos

“A ideia é que os participantes retomem a referência de convivência com a matéria a explorem o potencial dos elementos do espaço, como a luz, o som e o corpo em movimento. Assim, provoca-se reflexões e surpresas”, detalha Vera, que também prossegue com o laboratório até sábado (8).

Estudante de arquitetura Hariel Oliveira tem vontade de trabalhar com artes cênicas e acredita que o laboratório pode ser um começo. “É uma experiência muito interessante como vivência artística, de uma subjetividade intensa e de muita percepção visual. A música e o clima criaram algo como uma introspeção coletiva”, explica.

Foto: Dan Santos

Foto: Dan Santos

Por fim, há também a oficina Olhar Cênico,  apresentada pela diretora e diretora de fotografia Julia Zakia. São 20 vagas oferecidas a atores e não-atores, estudantes e interessados na área – as aulas começaram na quinta-feira (5) e terminam sábado (8).

O conteúdo inclui construção de narrativas – englobando formulação corporal e gestual – e inclusão elementos de cena que possam enriquecer a linguagem da história. As aulas são teóricas e práticas, com gravação de cenas, edição e análise.