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Ruth de Souza


Atriz

Ruth de Souza é Ruth Pinto de Souza, carioca criada no interior de Minas até a adolescência. Ingressou em 1945 no Teatro Experimental do Negro, liderado por Abdias do Nascimento, grande nome do protagonismo negro nas artes cênicas brasileiras, o que lhe permitiu graças a seu talento e destaque ser uma das grandes pioneiras da presença de mulheres negras em destaque no teatro. Foi a primeira atriz negra a subir ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro com a peça O Imperador Jones, de Eugênio O’Neill.

Ainda em 1948 estreou no cinema no filme Terra Violenta, baseado no romance Terras do Sem-Fim, de Jorge Amado, primeiro dos mais de 30 longas-metragens nos quais atuou. Em 1953 atuou na primeira versão de Sinhá Moça. Em 1968, outro pioneirismo: se torna a primeira atriz negra a protagonizar uma telenovela: A Cabana do Pai Tomás (1969), na TV Globo.

No cinema seu último longa-metragem foi Filhas do Vento, ficção do cineasta Joel Zito Araujo, com a personagem Cida, levemente inspirado em sua biografia.

Em 2016 Ruth de Souza completou 70 anos de carreira, e atualmente mora no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.


Homenagem

O Teatro Municipal do Rio de Janeiro, existente há pouco mais de um século, foi o palco dos maiores espetáculos de música e algumas obras teatrais de maiores dimensões.

Foi também espaço para marcos das artes cênicas, como a estreia da jovem carioca Ruth Pinto de Souza, que em 1945 ingressou no Teatro Experimental do Negro, fundado por Abdias do Nascimento, e se tornou a primeira mulher negra a pisar neste palco, na montagem de O Imperador Jones, de Eugênio O’Neill. Aproximadamente uma década depois uma baiana de Salvador faria sua estreia como atriz, coincidentemente no mesmo palco, na famosa montagem deOrfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes, a jovem Francisca Xavier Queiroz de Jesus.

De lá para cá, e tendo histórias de vidas e de realizações nas artes cênicas que são símbolos para todas as gerações que se sucederam de atrizes negras brasileiras, ambas foram intituladas como Damas Negras (junto as também marcantes Léa Garcia e Zezé Motta).

Ruth de Souza e Chica Xavier completam em 2016, respectivamente, 70 e 60 anos de carreira, estão ainda presentes dentre nós, com aparições públicas raras, mas com a memória de suas atuações marcantes, em especial no cinema e na televisão aonde podemos, por vezes, revisitar seus momentos marcantes, e toda a ancestralidade e potência de atuação destas duas grandes atrizes.

Apesar de décadas marcando presença em nosso imaginário, os últimos trabalhos em longa-metragem mostram o quanto suas biografias e referência de vida vem para as telas, como Ruth de Souza, em um papel inspirado em sua biografia, em Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo, obra de 2005, e a superprodução Nosso Lar, de 2010, com Chica Xavier.

Neste momento que o Goiânia Mostra Curtas traz dois programas especiais com um apanhado do cinema negro brasileiro no século XXI, e a presença cada vez mais marcante das mulheres no papel de realizadoras audiovisuais, fazemos esta justa homenagem às atrizes que brilharam nas telas e abriram caminho para que as jovens e talentosas diretoras e roteiristas do presente momento assumam o comando e local de fala nas narrativas, diversificando e contribuindo para a evolução do cinema brasileiro.


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