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Goiânia Mostra Curtas lota Teatro Goiânia em noite de abertura


   

A cerimônia de abertura da 18ª Goiânia Mostra Curtas deu o tom do festival desta edição. Realizada na terça-feira (02/10), no Teatro Goiânia, com cerca de mil pessoas presentes, a primeira noite do festival contou com homenagens à atriz Maeve Jinkings e à fundadora da Vitrine Filmes, Silvia Cruz, além da exibição do curta Estátua!, de Gabriele Almeida Amaral, protagonizado por Jinkings.

A solenidade iniciou com o discurso da diretora da Mostra Maria Abdalla, que chamou atenção para a responsabilidade do festival em fomentar o mercado de curta-metragem brasileiro, sobretudo regional. “O curta-metragem foi e ainda é a porta de entrada de muitos talentos do audiovisual. O festival vem firmando, a cada novo, ano seu papel de profissionalizar e qualificar esses talentos que sonham, assim como eu, em utilizar o cinema para contribuir com a transformação e democratização da cultura no Brasil”, afirma Abdalla.

A empresária do audiovisual não escondeu sua emoção em receber o troféu de homenagem das mãos da diretora do festival e também sua amiga, Maria Abdalla. “Eu acho maravilhoso ser homenageada por uma mulher, especialmente a Maria Abdalla, que é uma pessoa que eu admiro profundamente o trabalho. Fico muito feliz em perceber que  desde minha primeira participação aqui, há oito anos, o festival cresceu. Ver a continuidade do festival é o mesmo que ver a continuidade do meu trabalho, já nessa trajetória tive a oportunidade de distribuir os longas de pessoas que começaram expondo por aqui”, afirma Silvia.

Com o tema da Curta Mostra Especial “Gênero e Invenção: tornar-se mulher no cinema de curta-metragem contemporâneo”, as homenageadas representam mulheres que estão fazendo a diferença no cinema e utilizando de sua visibilidade para levantar questões importantes para o país. “Estamos vivendo um momento de ameaça real, não sabemos como vai ser nosso futuro breve, mas já vivemos uma realidade retrocesso, opressão e negação de direitos, especialmente das mulheres”, afirma Maeve.

A estudante de pedagogia Natália Simão prestigiou a noite de abertura da edição de 2018 do festival e contou que a mostra já faz parte de seu calendário há pelo menos 8 anos. “Quando vai chegando o mês de setembro eu já fico acompanhando porque sei que está próximo do festival”, comenta. A estudante ainda acrescentou que trazer à tona a discussão sobre mulher no cinema, tema da Curta Mostra Especial, é fundamental para a representatividade. “Acredito que quanto maior a representação feminina no cinema, maior será a influência para outras mulheres se vejam como diretoras, produtoras, roteiristas”.

A noite de emoção foi finalizada com o pocket show da banda goiana Carne Doce, que foi um estouro e animou a casa que estava cheia. O grupo levou ao público da mostra faixas do recém-lançado disco “Tônus”, terceiro da banda, além de canções memoráveis dos álbuns anteriores com uma energia musical e artística contagiante, que se encaixa perfeitamente no festival, que há 17 anos também ultrapassa as fronteiras do estado e se firma como um festival nacional.