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Ministrantes das Oficinas da Feira Audiovisual compartilham experiências com participantes


Durante os dias 3, 4 e 5 de outubro (quarta a quinta-feira), cerca de 40 pessoas participaram das oficinas da Feira Audiovisual, realizada durante a 18ª Goiânia Mostra Curtas. À frente da Oficina de Documentário estava o diretor Juliano Salgado, diretor do filme O Sal da Terra, longa nominado ao Oscar no ano de 2015. Já na Oficina de Produção, quem coordenou a turma foi Emilie Lesclaux, produtora do longa O Som Ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, representante do Brasil no Oscar, na categoria de melhor filme.

A proposta da Oficina de Produção era mostrar como planejar, organizar e gerenciar com sucesso uma produção de longa ou curta-metragem desde o início do seu desenvolvimento até sua comercialização por um ponto de vista criativo. “O produtor é uma figura que transita por todas as áreas dos filmes, é uma interface das duas lógicas dos filmes, a lógica artística e criativa e a outra é a econômica. Nenhum dos dois lados pode ser mais forte que o outro, eu tento sempre ter isso em mente”, resumiu a produtora que esteve pela primeira vez em Goiânia para o festival, que, em sua opinião, é de extrema importância para o curta-metragem brasileiro.

O trio de amigas produtoras Natália Loyola, Milena Nominato e Aline Leão participaram da Oficina de Produção e afirmaram que o trabalho de Emilie à frente dos longas O Som ao Redor e Aquárius foi um dos fatores determinantes para que elas participassem do encontro. Milena, que já participou de outras oficinas com a temática parecida considerou que está proporcionada pela Feira Audiovisual diferente das demais. “A gente viu alguns aspectos técnicos da produção, de processos e análises técnicas, orçamentos, mas achei muito interessante a troca, o fato de Emilie trazer seus filmes e conversar sobre o processo de produção do filme, da relação que ela tem com outras áreas. Foi muito interessante, eu nunca vi dessa forma em outras oficinas de produção”, destaca.

Simultaneamente, o diretor Juliano Salgado apresentou trechos de filmes e contou sobre o processo de conversa com os entrevistados. O estudante de história Paulo Furtado, que tem projetos audiovisuais, participou da oficina para entender um pouco mais sobre o processo de documentário “Algo que me chamou atenção foi a questão da empatia, que é importante para as entrevistas do documentário” destacou. A proposta de Juliano foi a abordagem da construção narrativa, por meio do estudo da dramaturgia cinematográfica, com técnicas de entrevistas e pesquisa de materiais de arquivo e um estudo de modos e formas de construção montagem.