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Painel da Feira Audivisual discute importância de financiamentos para curtas-metragens


Na tarde desta última quinta-feira (04/10) foi realizado o Painel “Financiamento e Apoios ao Curta-metragem” que discutiu sobre os aspectos regulatórios do setor audiovisual brasileiro e também os mecanismos de investimento voltados para os curtas-metragens, durante a Feira Audiovisual da 18ª Goiânia Mostra Curtas. O evento realizado na Vila Cultural Cora Coralina reuniu profissionais das diversas áreas do mercado cinematográfico promovendo uma discussão que envolveu também as expectativas e desafios do comércio internacional, federal, estadual e municipal de curta-metragem.

Leila Bourdoukan, produtora cultural e jornalista, responsável por mediar o debate e curadoria do evento, iniciou a discussão lembrando sobre a importância de se discutir o universo nacional e internacional de financiamento e apoios ao curta-metragem. Além disso, ao final do painel, a profissional lembrou sobre a “necessidade de se fazer um planejamento do curta-metragem envolvendo a busca de financiamento e apoio, pois essa atenção pode ser um diferencial no mercado cinematográfico”.

Participaram também do painel a coordenadora do Cinemart – Festival de Roterdã, Emmy Sidiras; Sandro Fiorin, da FiGa Films; Igor Germano, chefe da divisão de promoção do audiovisual do Ministério das Relações Exteriores; Diana Almeida, produtora; Carla Francine, produtora sócia da Casa de Cinema de Olinda – Pernambuco; Waldih Elkadi, representante da Go Filmes e Sacha Wifkowski, coordenador Geral do Fundo de Arte e Cultura de Goiás.

Sandro Fiorin, da FiGa Filmes, de Los Angeles (EUA)

Emmy Sidiras, coordenadora do Cinemart – Festival de Roterdã

A produtora, Diana Almeida, em sua fala, destacou a necessidade de participar de festivais, conhecer pessoas, produtores, críticos e distribuidores. “O networking pode ajudar a construir redes de contatos e promover resultados positivos, graças à vivência diária proporcionada”, destacou, mencionando a importância da Feira durante o festival.

 Já Carla Francine, produtora sócia da Casa de Cinema de Olinda (PE), chamou atenção para a importância dos curtas-metragens fora do eixo Rio e São Paulo. A produtora pernambucana compartilhou o cenário de produções audiovisuais no nordeste, especialmente do estado de Pernambuco, explicando a dificuldade de exibição de curta-metragem. “Graças à lei de incentivo estadual, que já possui dezoito anos, Pernambuco, mesmo sendo um dos menores estados do país, tem um número grande de produções de curta-metragem e espero que esta conquista não esteja ameaçada”, destacou.

Wadih Elkadi, representante da Go Filmes, contou ao público sobre sua vivência de mercado cinematográfico em Goiás. “O curta-metragem goiano está sendo, cada vez mais, visto e valorizado no país. Isto se deve a tradição do Estado em produzir este tipo produto audiovisual, além disso, é possível notar a participação do goianiense em diferentes festivais, buscando a profissionalização e comercialização do curta-metragem”, pontuou Wadih durante o painel.

Sacha Witkowski, coordenador Geral do Fundo de Arte e Cultura de Goiás, firmou o compromisso do fundo em fomentar a cultura, especialmente o mercado de curta-metragem de Goiás. “O Fundo de Arte e Cultura de Goiás entende que existe um mercado de trabalho promissor no Estado que ainda precisa do incentivo do governo, por isso buscamos viabilizar o mercado cultural e cinematográfico, sem esquecer as oportunidades do comércio nacional e internacional para que o setor consiga se desenvolver”, explicou.

O chefe da Divisão de Promoção do Audiovisual do Ministério das Relações Exteriores, Igor Germano, compartilhou com os debatedores e público a importância de se olhar para o mercado internacional de curta-metragem. “Nos últimos anos o mercado internacional está abrindo oportunidade para produção nacional. Um exemplo é a China que voltou o olhar para o país graças ao bloco econômico Brics – Brasil, Russia, índia, China e África do Sul – e tem me surpreendido, mesmo com a censura e a distância geográfica”.

Igor Germano, chefe da Divisão de Promoção do Audiovisual do Ministério das Relações Exteriores

Depois do painel foi promovido o Evento de Networking, também na Vila Cultural Coralina, das 17h às 18h, com o objetivo de promover a interação entre diretores, produtores culturais e de curta-metragem, estudantes, participante do evento, ouvintes e o público.  A estudante do curso de direção de arte, da Universidade Federal de Goiás (UFG), Gabriela Ansorge, de 23 anos, saiu do painel empolgada e tentando conversar com os profissionais que participaram como debatedores do painel. “É uma oportunidade que ninguém pode perder, pois não é todo dia que se consegue ter contato com profissionais conceituados e de diversos setores do mercado cinematográfico”, justificou Gabriela.

Leandro Mendes, representante da Agência Nacional de Cinema (Ancine) esteve presente na plateia do painel

Evento de Networking no lounge da Vila Cultura Cora Coralina