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Painel aborta curtas-metragens enquanto produtos, na Feira Audiovisual


Parte da Feira Audiovisual, novidade na 18ª Goiânia Mostra Curtas, o Painel “Curta-metragem – Produto Cultural ou Comódite Audiovisual, realizado nesta quarta-feira (03/10), teve como objetivo discutir a importância do curta-metragem para o mercado cinematográfico do país. O momento reuniu os principais especialistas do cinema nacional que destacaram a importância de tratar o curta-metragem de maneira profissional, para que a produção audiovisual seja valorizada e visto pelo grande público.

A mediadora, Leila Bourdoukan, que é produtora cultural, jornalista e também curadora da Feira, esclareceu que a 18ª Goiânia Mostra Curtas iniciou a discussão lembrando a importância daquele encontro único para as produções de curta-metragem. Participaram do painel Emilly Sidiras, representante do Cinemart – Festival de Roterdã; Sandro Fiorin, da FiGa Films; Silvia Cruz, Distribuidora Vitrine Filmes; Simone Yunes, exibidora do CineSesc; Luiz Bannitz, diretor de Conteúdo e de Negócios do Looke; Carla Domingues, coordenadora de aquisição do Canal Brasil; e Leandro Mendes, representante da Agência Nacional de Cinema (Ancine).

O representante da Ancine, Leandro Mendes, contou que a principal mensagem que gostaria de deixar no evento é o comprometimento com a valorização do curta-metragem. “Os curtas vão voltar a pontuar e serão considerados pela Agência Nacional do Cinema como produto cinematográfico e, assim, voltarão ter fomento do governo a partir do ano que vem”, destacou.

Leandro Mendes, representante da Ancine

Já a coordenadora de aquisição do Canal Brasil, Carla Domingues, endossou a discussão dizendo que há no Brasil um mercado de curtas-metragens que está em crescimento. “Independente da Ancine, o Canal Brasil vê esse mercado com bons olhos, pois existe no país um nicho já profissional. Por isso, o Canal busca nos festivais, que ocorrem por todo país, esta produção audiovisual para levar a TV.

Luiz Bannitz, diretor de conteúdo e de negócios do Looke (Canal de Streaming), conta que “vê o curta-metragem como caminho, portfólio, um ensaio para o longa-metragem e quando bem produzido ele tem a mesma força quanto os filmes que lotam as salas de cinema”. No entanto, o diretor avalia que o Brasil precisa criar mecanismos para formar público para assistir produções pequenas, como curta-metragem, que tratam de assuntos sérios ou só de entretenimento como os grandes filmes.

Homenageada da 18ª Goiânia Mostra Curtas, Silvia Cruz, fundadora de uma das maiores distribuidora de longas do país, a Vitrine Filmes, relatou que há falta de conhecimento de muitos produtores e realizadores de curta-metragem. “O painel refletiu essa falta de informação, provando que é necessário mais eventos como o Goiânia Mostra Curtas para que efetivamente essa produção audiovisual seja valorizada e levada cada vez mais séria”, explicou.

Leila Bourdoukan, mediadora e curadora da Feira Audiovisual

Ao final do painel foi realizado o Evento de Networking, no Lounge da Vila Cultural Cora Coralina, às 17h. O público, que participava do painel, teve a oportunidade de conversar com os profissionais que fizeram parte das discussões. De forma simultânea, também foi promovido o Encontro de Realizadores de Filmes, sob a coordenação do cineasta e professor Pedro Maciel Guimarães.

O estudante do curso de cinema e audiovisual, da Universidade Estadual de Goiás, Hudson Cândido Gomes, 21 anos, conta que o painel foi importante para a sua formação, já que muitos assuntos em debate não são possíveis na sala de aula. Além disso, o estudante considera que o Encontro de Networking, foi “uma ideia diferente, pois possibilita ao público conversar com os profissionais já conceituados no mercado cinematográfico de curta-metragem, possibilitando, mais uma vez, trocar conhecimento”, explicou o estudante.

A atriz Maeve Jinkings, também homenageada do festival, esteve presente no painel da quarta-feira