Coprodução Internacional é tema da primeira master class do festival


 

A 19ª Goiânia Mostra Curtas é uma oportunidade para conferir exibições de curtas-metragens de várias partes do País, mas também de se capacitar e conhecer mais sobre o cenário do cinema dentro e fora do Brasil. Na manhã da quarta-feira, 9, produtores e diretores participaram da master class sobre Coprodução Internacional.

Ministrada pela produtora Rachel Ellis, o momento foi de discutir o porquê de realizar um filme em regime de coprodução, compartilhando estratégias e formas de encontrar o parceiro ideal para este tipo de produção, além das possibilidades de captação de recursos internacionais.

Segundo a profissional, apesar dos desafios, que envolvem custos, divisão de direitos, entre outros, há uma série de benefícios, como financiamento, projeção internacional, acesso a mercados e intercâmbio cultural, por exemplo. Durante a master class, foram apresentados números que mostram o crescimento desse tipo de produção. Em 2006, foram 6 coproduções oficiais; em 2010, 9; e em 2018, 22.

A produtora também ressaltou que a coprodução internacional não pode estar relacionada somente à parte financeira, na captação de recursos, mas deve ir mais além. “É contribuir para o processo produtivo e criar novas possibilidades artísticas e criativas”, afirmou. Segundo Rachel, os produtores precisam ter muito claro o que os diretores precisam e vice-versa, para adequar às necessidades da coprodução.

Na programação do festival, o público poderá participar de uma segunda master class sobre Pesquisa e Processo, na sexta-feira, 11, às 14h, com o artista e cineasta Gabriel Mascaro. Estas e outras atividades estão acontecendo na Feira Audiovisual, na Vila Cora Coralina, que fica atrás do Teatro Goiânia. No espaço serão realizadas também oficinas, painéis, laboratórios, lançamento literário, encontro com realizados e evento de networking.