Festival oferece oficinas de Direção de Fotografia e de Séries de TV


 

Profissionais do audiovisual participam de oficinas durante a 19ª Goiânia Mostra Curtas. O diretor e roteirista Fernando Coimbra aborda a direção de séries de TV; e Heloísa Passos, direção de fotografia.

As oficinas fazem parte da programação paralela à exibição de filmes do festival Goiânia Mostra Curtas. Elas são realizadas na Feira Audiovisual, na Vila Cora Coralina, que fica atrás do Teatro Goiânia. Entre as atividades estão também painéis, master classes, lançamento literário, encontro com realizadores e evento de networking.

Direção para Série de TV

Na parte de seriados, os participantes puderam conhecer um pouco mais da realidade relacionada à parte de direção, ou seja, o passo a passo até a gravação no set. Como exemplo, Fernando Coimbra falou da experiência em participar da direção da série Narcos (Netflix), Outcast (FOX), Dilema (Netflix) e Terrores Urbanos (Record e Warner Channel) e O homem da sua vida (HBO).

Nesse sentindo, citou as mudanças que podem acontecer ao longo das gravações, as discussões antes de cada filmagem e toda a logística do trabalho, que envolve tempo de preparação e execução de episódios e uma série de profissionais, incluindo arte, elenco, foto, entre outros. Além disso, foram apresentadas também as diferenças na colaboração com atores e equipe técnica em relação à produção de um longa-metragem; e as diferenças entre a produção de séries no Brasil e nos Estados Unidos.

Direção de Fotografia

A luz e a composição dos quadros na imagem em movimento é o tema da oficina com diretora de fotografia Heloisa Passos. Durante os encontros, sempre divididos em momentos de teoria, no estúdio, e também na área externa, de maneira mais prática, a profissional mostra formas de pensar a direção de fotografia em todos os estágios de um filme de longa-metragem, passando pela leitura do roteiro, pré-produção, filmagem e pós-produção.

Para a diretora, o fundamental nesse trabalho é a escolha da lente e do enquadramento: “O trabalho é descobrir no roteiro a finalidade do filme, sempre pensando imagem como composição”. Ela relatou algumas experiências e os desafios da imagem em movimento no cinema, apontando os equipamentos geralmente usados e lembrando ainda dos avanços da fotografia com a chegada do digital.