Olga Futemma é homenageada na Mostra Especial da 19ª Goiânia Mostra Curtas


 

A pesquisadora, arquivista e gestora cultural junto à Cinemateca Brasileira, Olga Futemma, é uma das homenageadas da Curta Mostra Especial – O Amor e Suas Formas da 19ª Goiânia Mostra Curtas. É uma forma de destacar o trabalho dela como cineasta e a sua longa trajetória na luta pela preservação do cinema brasileiro.

Durante o festival, o público poderá assistir a dois curtas de Olga. Um deles, “Chá Verde de Arroz”, dirigido por ela em 1989, será exibido dentro da programação da Mostra Especial. Já na cerimônia de encerramento da Goiânia Mostra Curtas, no dia 13 de outubro, às 20h, no Teatro Goiânia, em Goiânia (GO), poderão ver “Retratos de Hideko”, de 1982.

“Em seus trabalhos, Olga sempre nos trouxe um ar poético que é dela, sem deixar de lado questões importantes como as discussões feministas de seu tempo e essa vontade, que está em todos nós, do audiovisual, de trabalhar para que se amplie sempre mais o espaço para as produções brasileiras”, afirma a diretora-geral da 19ª Goiânia Mostra Curtas, Maria Abdalla.

Com o tema O Amor e suas Formas, a Mostra Especial, que não é competitiva, traz 14 títulos em seus dois programas, além de outros em homenagens a mulheres relevantes, totalizando 17 filmes produzidos em diferentes épocas e Estados do País, que marcaram diversos períodos do cinema brasileiro.

A proposta é apresentar um panorama das relações vividas atualmente, dos questionamentos sobre os tipos de amor e do ideal romântico que segue em alta. Outra que recebe homenagem na Mostra é a atriz e cineasta Helena Ignez, que é também a homenageada este ano da Goiânia Mostra Curtas como um todo.

Sobre Olga Futemma

Formada em Comunicação Social, com especialização em Cinema, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Olga Toshiko Futemma se tornou mestre em Estética do Audiovisual e, em atividades curriculares, realizou montagens de filmes e dirigiu o curta-metragem “Sob as pedras do chão (Bairro da Liberdade)”.

Durante sua carreira, montou vários curtas-metragens centrados em movimentos sociais. A partir de 1981, passou a se dedicar ao estudo da imigração japonesa no Brasil e dirigiu três filmes sobre o tema.

Em paralelo, e desde 1976, Olga desenvolveu pesquisas sobre o cinema brasileiro, primeiro no Departamento de Cinema do Centro de Informação e Documentação Artísticas (IDART) e, em 1984, como técnica de acervo da Cinemateca Brasileira, onde coordenou o Centro de Documentação e Pesquisa de 2002 a 2013. De 2007 a 2013, foi diretora adjunta. Depois de se aposentar em 2013, voltou em 2015, assumindo a coordenação-geral.

Em julho de 2018, passou a ocupar a função de gerente de Acervo, contratada pela Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (Acerp), uma Organização Social que, desde março do mesmo ano, faz a gestão da Cinemateca Brasileira.

 

Conheça mais sobre Olga Futemma