5ª Goiânia Mostra Curtas

 

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Artista: Kátia Jacarandá

11 a 16 de outubro de 2005

“A Goiânia Mostra Curtas é muito importante por dois motivos: primeiro que estimula a produção; e segundo que é um raro festival que estimula o debate sobre a produção. Cinema sem reflexão é um cinema que fica devendo alguma coisa”. 
Lisandro Nogueira
Professor de cinema da Universidade Federal de Goiás (UFG) e mediador de debate na 5ª Goiânia Mostra Curtas

“Em São Paulo, as pessoas conhecem o festival como um evento que a cada ano faz a sua mostra e descobre toda uma produção que às vezes não chega aos centros hegemônicos e, dessa forma, contribui enriquecendo toda essa cultura do curta e do documentário, de que a gente pode felizmente dispor na atualidade”.
Francisco Elinaldo Teixeira
Debatedor da 5ª Goiânia Mostra Curtas

“As pessoas não vão sair daqui da sua casa, da sua rotina no bairro, para procurar cultura. Cabe a vocês aproximar e mostrar que não é tão longe, que não é tão difícil assim”.
Paulo Tomain
Aposentado, espectador da Curta Mostra Cinema nos Bairros da 5ª Goiânia Mostra Curtas

A diversidade da cultura popular na tela

A 5ª Goiânia Mostra Curtas reforçou o compromisso inicial com a difusão da diversidade regional, adotando como tema as manifestações da cultura popular brasileira, em mostra paralela especial que exibiu oito documentários de oito Estados brasileiros, dentre eles, Goiás, representado pelo curta Roque Pereira – mobiliário eco-sustentável (2004), do diretor Kim-Ir-Sem. O filme mais antigo da sessão foi Ponto das Ervas (1978), do diretor Celso Brandão (AL). O tema também foi contemplado por uma sessão do Revelando os Brasis (projeto de formação audiovisual da Secretaria do Audiovisual/Ministério da Cultura, apresentando curtas de diretores iniciantes residentes em pequenas cidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Ceará, Rondônia e Espírito Santo.

No embalo do sucesso de público obtido pela animação no ano anterior, houve também uma sessão especial do Anima Mundi, festival homenageado na quinta edição da mostra. A premiação do júri popular, já experimentada como estratégia de envolvimento do público na Curta Mostra nos Cinema Bairros, estendeu-se à 4ª Mostrinha, que passou a contar com a curadoria e consultoria pedagógica do professor André Barcellos (Faculdade de Educação da UFG), fazendo um trabalho preparatório junto aos professores das escolas convidadas para as sessões matinais do festival. Na Curta Mostra Brasil, Vinil Verde (2005), do pernambucano Kleber Mendonça Filho, escapou ao júri de premiação, mas agradou tanto a plateia que merece destaque na retrospectiva, por ser até hoje um dos filmes mais lembrados pelo público do festival. Na Mostrinha, as crianças elegeram o curta Historietas Assombradas (para crianças malcriadas) (2005), do diretor Victor Hugo Borges – animação que levou também o prêmio de melhor filme da Curta Mostra Brasil. A competição nacional registrou a participação de dos curtas goianos Via de mão única (2005), parceria de Amarildo Pessoa e Kátia Jacarandá, e Resto de Sabão (2005), filme em 35mm de Rochane Torres.

Premiados
Historietas Assombradas (para crianças malcriadas), dir. Victor Hugo Borges – SP (Curta Mostra Brasil e Júri Popular/4ª Mostrinha)
Caetano Gottardi, por Dois Tons – MS (Melhor Direção/Curta Mostra Brasil)
A Morte do Rei de Barro, dir. Marcos Buccini e Plínio Uchoa – PE (Curta Mostra Municípios)
Rodrigo Grota, por Homem Voa? – SP (Melhor Direção/Curta Mostra Municípios)
A resistência do vinil, dir. Eduardo Castro – GO (Curta Mostra Goiás)
Érico Rassi, por Musculatura – GO (Melhor Direção/Curta Mostra Goiás)
O Xadrez das Cores, dir. Marco Chiavon – RJ (Júri Popular/Curta Mostra Cinema nos Bairros)