1ª Goiânia Mostra Curtas

 

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Artista: Paulo Caetano

19 a 24 de outubro de 2001

“Eu acho que coroa um pouco as preocupações que a gente tem, eu particularmente, com relação à formação de uma cinematografia regional em Goiás”.
João Batista de Andrade
1º presidente do Icumam, sobre a criação da Goiânia Mostra Curtas

“É estimulante e produtivo, porque é uma troca de experiências, porque a experiência do norte não é a mesma do sul, a do sul não é a mesma do leste, a do leste não é a mesma do oeste, nós não somos um país muito homogêneo, são vários Brasis, então são vários curtas, são vários cineastas...”.
Suzana Amaral
Ministrante de oficina da 1ª Goiânia Mostra Curtas

“O que me impressionou muito nesse festival foi a organização e o profundo respeito com as pessoas todas que participam, o carinho, o público que veio – que foi impressionante, as pessoas lotaram todas as sessões, curiosas de cinema – então é mentira que não se gosta de cinema brasileiro”.
Júlia Lemertz
Atriz convidada da 1ª Goiânia Mostra Curtas

O início, no Cine Lumière

A 1ª Goiânia Mostra Curtas aconteceu em 2001, no Cine Lumière do Shopping Bougainville. Inicialmente sem temática específica, o festival propôs a celebração da diversidade regional, selecionando para a Curta Mostra Brasil obras de praticamente todos os Estados (à exceção de Tocantins, Acre e Roraima). A edição de estreia inaugurou uma mostra competitiva dedicada exclusivamente à produção local: a Curta Mostra Goiás, que a princípio se dividiu entre a retrospectiva de Curtas Goianos de Todos os Tempos e a Mostra Goiânia (filmes sobre a cidade ou nela realizados). Nessa sessão, o curta mais antigo a ser exibido foi a ficção A Fraude (1968), com direção de Jocelan e fotografia em 16mm de Carlos Reichenbach. Além da recente produção goiana reanimada pela criação do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), em 1999, a retrospectiva apresentou filmes de curta-metragistas pioneiros em Goiás, cujos trabalhos foram produzidos entre 1976 e 1994, como José Petrillo, Carlos Del Pino, Taquinho, Rosa Berardo e PX Silveira.

Foi a estreia de um festival também pioneiro na promoção do encontro entre o curta-metragem local e o público goianiense, configurando até hoje a maior vitrine para a exibição desses trabalhos. Certamente boa parte do estímulo ao audiovisual goiano, nesta década do cinema digital, pode ser creditada ao festival. Em dez anos, a Goiânia Mostra Curtas mostrou 200 títulos desta produção, com a participação de mais de 140 diretores goianos, dentre os quais o maior número de curtas exibidos foi registrado por Ângelo Lima – único a participar de todas as edições –, seguido por João Novaes, Luiz Eduardo Jorge, Robney Bruno, Pedro Diniz, Amarildo Pessoa, Alyne Fratari, Dustan Oeven, Moisés Cabral, Érico Rassi, Kim-Ir-Sem e Lourival Belém Jr.

Premiados 
Resgate cultural, o filme, dir. Telephone Colorido e Pajé Limpeza – PE (Curta Mostra Brasil)
Luzes da Madrugada, dir. Paulo Caetano – GO (Curta Mostra Brasil)
Um vídeo chamado Brasil, dir. Ângelo Lima – GO (Curta de Todos os Tempos/Goiás)
As cidadelas invisíveis, dir. Lourival Belém Jr – GO (Curta Mostra Goiânia)