3ª Goiânia Mostra Curtas

 

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Artista: Paulo Caetano

7 a 12 de outubro de 2003

“Quando um festival se dedica ao curta-metragem e abre espaço para fazer oficinas, para fazer encontro de cineclubes, ele está cumprindo a mesma função que o cineclube cumpria antes, que é a de ir atrás do público”.
Diogo Gomes
Participante do encontro regional de cineclubistas na 3ª Goiânia Mostra Curtas

“O que a gente tem aqui é completamente diferente do que a gente vê nos outros festivais, porque a gente vê exatamente essa diversidade de curtas, como os trabalhos do Pará e do Piauí que nós vimos essa semana. Essa é uma característica muito peculiar desse festival: um panorama do que é o Brasil pensando e fazendo a sua produção audiovisual”.
Malu de Martino
Cineasta homenageada na 2ª Goiânia Mostra Curtas e júri da Curta Mostra Brasil na 3ª Goiânia Mostra Curtas

“Em breve, daqui dez, vinte anos, eu tenho certeza que as novas gerações de moradores da cidade dirão: -‘Olha, meu gosto estético, meu gosto cinematográfico foi formado nas sessões da Goiânia Mostra Curtas’”.
Maria do Rosário
Jornalista e convidada da 3ª Goiânia Mostra Curtas

A mudança para o Teatro Goiânia e a consolidação

Em 2003, a capital de Goiás completou 70 anos e a 3ª Goiânia Mostra Curtas passou a ocupar um dos mais antigos e belos edifícios do centro, o histórico Cine Teatro Goiânia (construído entre 1940 e 1942), manifestando-se pela revitalização da arquitetura Art Dèco, que caracteriza um conjunto de prédios datados da fundação da cidade. A mudança de localização, transferindo o festival de um shopping de setor nobre para o centro, além de reviver a tradição da sala de cinema de rua, cada vez mais rara na era dos multiplex, foi extremamente benéfica na consolidação da parceria com o público, nos anos que se seguiram, ao facilitar o acesso à programação.

As mostras paralelas trouxeram curtas sobre a terceira idade (com sessão lotada de idosos), exibindo filmes de Ana Luiza Azevedo, Pedro Bloch e José Roberto Torero, dentre outros diretores. Trouxeram também documentários sobre os últimos 40 anos da República no Brasil, dentre os quais Greve (1979), do diretor João Batista de Andrade, e A greve de março (1979), de Renato Tapajós, dois curtas que centralizaram as atenções no debate que se seguiu à sessão. Neste mesmo ano, a Curta Mostra Terror apresentou alguns exemplares do horror nacional, atraindo os fãs do gênero, que puderam conferir curtas paulistas como Ave (1992), do diretor Paulo Sacramento, e Demônios (2003), de Christian Saghaard, além de Fim (2003), que José Mojica Marins havia filmado nos anos 1970, mas permanecia inédito até aquele ano, quando foi finalizado.

Premiados
Águas de Romanza, dir. Gláucia Soares e Patrícia Baia – CE (Curta Mostra Brasil)
Pedro Iuá, por Sushiman – RJ (Melhor Direção/Curta Mostra Brasil)
O metro quadrado, dir. Flávia Cândida – RJ (Curta Mostra Municípios)
Paula Fabiana, por Cana Amarga – SP (Melhor Direção/Curta Mostra Municípios)
Carne seca, dir. Ricardo George Podestá Martin – GO (Curta Mostra Goiás)
Weber Santana, por O Caçador – GO (Melhor Direção/Curta Mostra Goiás)
A Lasanha Assassina, dir. Ale MacHaddo – SP (Júri Popular/Curta Mostra Cinema nos Bairros)