4ª Goiânia Mostra Curtas

 

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Artista: Paulo Caetano

12 a 17 de outubro de 2004

“A gente tem uma história de fazer cinema bem lá atrás, na época de João Bênnio, Petrillo, Ronaldo Araújo, Euclides, Taquinho, Beto Leão, Eduardo Benfica. Depois disso, a gente passou por um hiato na produção. E retomamos de uma maneira mais intensa a partir do FICA e da Goiânia Mostra Curtas”.
Cláudia Nunes
Júri da Curta Mostra Brasil na 3ª Goiânia Mostra Curtas e realizadora goiana premiada na Curta Mostra Goiás da 6ª Goiânia Mostra Curtas

“É uma possibilidade de mostrar o nosso trabalho aqui no nosso Estado. Dois dos nossos vídeos já foram para outros Estados, já saíram daqui de Goiás, e poder mostrar isso aqui dentro para os nossos vizinhos, nossos amigos, nossos parentes, é muito bom”.
Eudóxia Pereira
Realizadora goiana, participante da Curta Mostra Goiás na 4ª e 5ª edições da Goiânia Mostra Curtas

“É uma coisa meio platônica, como no meu caso: eu me apaixonei pela Goiânia Mostra Curtas e depois fui produzir. Quer dizer, foi minha declaração”. 
Eduardo Castro
Espectador da 4ª Goiânia Mostra Curtas e realizador goiano premiado na Curta Mostra Goiás da 5ª Goiânia Mostra Curtas

Fifi deixa saudades e motiva a continuidade do festival

No ano seguinte, a 4ª Goiânia Mostra Curtas aconteceu sob o impacto da perda de uma das produtoras que fundaram o festival, Fifi Cunha, falecida em fevereiro de 2004. Maria Abdalla, que nos anos iniciais dividiu com Fifi o trabalho de organização do evento, assume para si a missão de dar continuidade ao projeto. A edição de homenagem à fundadora trouxe a alegria da animação brasileira como tema, renovando o fôlego na tarefa de formar plateia para o curta-metragem nacional, na cidade de Goiânia. O público assistiu a uma mostra de clássicos brasileiros da animação, com curtas de vários diretores reincidentes no festival, nesses dez anos, como Ale MacHaddo, Allan Sieber, Carlos Eduardo Nogueira, Ítalo Cajueiro, Marão e Victor Hugo Borges.

Dentre os “clássicos” da animação, filmes que fizeram sucesso no circuito dos festivais no início da década, como Amassa que elas gostam (1998), Deus é pai (1999), Alma em chamas e Os irmãos Willians (2000), além de A Lasanha Assassina (2002), animação premiada pelo júri popular da Curta Mostra nos Cinema nos Bairros, na edição anterior. O tema permeou as outras atividades do festival e propôs uma ação continuada na região, através da criação do Núcleo de Animadores de Goiás (NAG). Na Curta Mostra Municípios, o filme Filhotes, dirigido por Bruno Jorge, da cidade de São Caetano do Sul-SP, acumulou os prêmios de melhor curta e melhor direção, proeza que seria repetida por Adirley Queiroz, de Ceilândia-DF, em 2006, e por Vincent Carelli, de Olinda-PE, na edição de 2009.

Premiados
A moça que dançou depois de morta, dir. Ítalo Cajueiro – DF (Curta Mostra Brasil)
Torquato Joel, por Transubstancial – PB (Melhor Direção/Curta Mostra Brasil)
Filhotes, dir. Bruno Jorge – SP (Melhores Curta e Direção/Curta Mostra Municípios)
Negro carvão, dir. Francila Caliça, Joanatha Moreira e Luiz F. Fernandes – GO (Curta Mostra Goiás)
Robney Bruno, por O Bilhete – GO (Melhor Direção/Curta Mostra Goiás)
Narciso RAP, dir. Jeferson De – SP (Júri Popular/Curta Mostra Cinema nos Bairros)