6ª Goiânia Mostra Curtas

 

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Artista: Juliano de Moraes

10 a 15 de outubro de 2006

“A valorização que ela [a criança] passa a dar, quando se faz esse tipo de trabalho [Mostrinha], ela chega ao cinema de uma maneira diferente. E ela sai do cinema diferente, não vira só um espetáculo”.
André Barcellos
Professor da UFG, curador e consultor pedagógico da Mostrinha na 5ª, 6ª e 7ª edições da Goiânia Mostra Curtas

“Eu fico nessa ‘querência’ de encontrar outros diretores, outros realizadores, de trocar ideia, e eu tenho essa oportunidade aqui”.
Alyne Fratari
Realizadora goiana premiada pela melhor direção na Curta Mostra Goiás da 6ª Goiânia Mostra Curtas

“É um festival que não se resume apenas à exibição no cinema, mas também percorre a cidade, com projeções ao ar livre, oficinas, então eu acho que esse é o espírito e o papel de um evento audiovisual como o Fórum defende”.
Antônio Leal
Participante do Encontro do Fórum dos Festivais (e ex-presidente da entidade), realizado em várias edições da Goiânia Mostra Curtas

O maior festival de curtas do Centro-Oeste brasileiro

Na 6ª Goiânia Mostra Curtas, o tema escolhido foi o cinema experimental brasileiro. A sessão temática fez um panorama histórico da tradição do curta experimental no Brasil: desde O Pátio (1959), primeiro filme de Glauber Rocha, aos superoitistas dos anos 1970 – dentre eles, o baiano Edgard Navarro, homenageado da edição – passando por Joel Pizzini, nos anos 1980 – outro homenageado – até chegar à ousadia universitária dos anos 1990 e à produção contemporânea, representada por Kiko Goifman, Philippe Barcinski e Cao Guimarães. Amadurecido, o festival foi elogiado pela imprensa nacional, que deu ampla cobertura ao evento, destacando-o como um dos mais importantes do país, sem nada dever a outros festivais maiores ou mais tradicionais.

É perceptível uma forte influência da animação sobre a produção local, gênero que vinha sendo promovido pelo festival nos últimos dois anos. A mostra goiana exibiu trabalhos de novos nomes, como Luis Botosso, Thiago Veiga, Wesley Rodrigues e Daniel Lima, além de dois curtas que recorriam à animação: a ficção Corra, Coralina, corra e o documentário Histórias que moram no mercado. Em 2006, o festival também exibiu o curta Sexodrama, com direção de Alyne Fratari – vídeo realizado por alunos do Curso de Formação Profissional para Cinema (outro projeto do Icumam), que junto às oficinas e seminários da Goiânia Mostra Curtas contribuiu para minimizar a histórica demanda local por formação qualificada em audiovisual. Goiás participou pela primeira vez da Curta Mostra Municípios, com a animação O pequeno Al (2006), de Wederson Arantes (município de Mara Rosa). Na Curta Mostra Brasil, o único representante goiano foi o filme Anjo Alecrim (2005), documentário em 35mm dirigido por Viviane Louise. Na Curta Mostra Goiás, foi exibido o filme Peixe frito (2005), animação de Ricardo George Podestá, que junto a O filme que nunca existiu (2005), do diretor Sérgio Valério – trabalho experimental não exibido no festival – foram os últimos curtas goianos finalizados em 35mm de que se tem notícia.

Premiados
Yansan, dir. Carlos Eduardo Nogueira – SP (Curta Mostra Brasil)
Armando Praça, por O amor do palhaço – CE (Melhor Direção/Curta Mostra Brasil)
Rap – o canto da Ceilândia, dir. Adirlely Queiroz – DF (Melhores Curta e Direção/Curta Mostra Municípios)
O dono da pena, dir. Cláudia Nunes – GO (Curta Mostra Goiás)
Alyne Fratari, por Histórias que moram no mercado – GO (Melhor Direção/Curta Mostra Goiás)
Mauro Shampoo: jogador, cabeleireiro e homem, dir. Paulo Henrique Fontenelle e Leonardo Cunha Lima – RJ (Júri Popular/Curta Mostra Cinema nos Bairros)
O lobisomem e o coronel, dir. Elvis Kleber e Ítalo Cajueiro – DF (Júri Popular/5ª Mostrinha)