7ª Goiânia Mostra Curtas

 

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Artista: Marcelo Solá

9 a 14 de outubro de 2007

“Uma homenagem como esta, eu me sinto orgulhoso pra chuchu, eu me sinto assim, descaradamente gratificado, como se eu merecesse de fato, entendeu? Na luta insana que é essa saga do cinema brasileiro, qualquer agrado, reconhecimento, qualquer afago que se faça àqueles que estão, mesmo modestamente, como eu, contribuindo para o êxito do cinema brasileiro, é sempre uma injeção de ânimo, que nos traz um alento muito grande para a gente continuar nessa luta”.
Vladimir Carvalho
Documentarista homenageado na 7ª Goiânia Mostra Curtas

“Eu vi um monte de filmes da Curta Mostra Municípios. É uma loucura você saber que não é só nas capitais que tem produção! Tem uma galera se virando, criando e produzindo curtas esteticamente capazes de diálogo com os das capitais, em condições precárias e, mesmo assim, driblando essa precariedade, transformando isso em solução criativa, eu acho isso fundamental”.
Márcio Jr.
Organizador da TRASH e debatedor da 7ª Goiânia Mostra Curtas

“Os impactos da Goiânia Mostra Curtas colaboram para o crescimento da produção audiovisual local, estimulam a busca pela qualificação profissional, motivam a criação de coletivos, provocam o intercâmbio com realizadores de todo o país. (...) O público goiano é um dos mais elogiados. Quem comenta são os profissionais que participam de festivais em todo o Brasil”.
Maria Abdalla
Diretora geral da Goiânia Mostra Curtas

História e estética do curta documental brasileiro

A 7ª Goiânia Mostra Curtas afirmou a maturidade do festival, que começava a ser reconhecido no meio cinematográfico nacional como o maior evento da região Centro-Oeste dedicado ao formato do curta-metragem. O tema da edição, que marcou essa breve história como uma das mais significativas, envolventes e elogiadas pelo público e convidados foi o documentário brasileiro. Repetindo o viés da curadoria em 2006, promoveu-se um panorama histórico da produção de curtas no Brasil, buscando contemplar, no campo da representação do real, as mais diversas tendências. Foram exibidos curtas-metragens como Rituais e festas Bororo (1917), do Major Thomaz Reis, e Brasilianas – Engenhos e Usinas (1955), dirigido por Humberto Mauro; documentários dos cinemanovistas Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade e Nelson Pereira dos Santos, realizados nos anos 1960; filmes de Vladimir Carvalho – homenageado – além de produções mais recentes de outros realizadores. A Petrobras, patrocinadora do festival desde a 3ª edição, passou a apresentar, a partir daquele ano, uma mostra exclusiva com os curtas financiados por seus editais de fomento à produção cinematográfica.

Na Curta Mostra Brasil, o representante goiano foi Rapsódia do absurdo (2006), documentário em vídeo digital dirigido por Cláudia Nunes, premiado no circuito nacional de festivais. Na Curta Mostra Goiás, nota-se, a partir desta edição, uma presença cada vez maior de universitários e realizadores egressos de diferentes cursos superiores oferecidos por instituições públicas e privadas da cidade. Uma consequência do estímulo que a produção universitária recebeu com a criação de festivais dedicados à categoria, entre 2005 e 2008 (Mostra de Vídeos Universitários do FestCine Goiânia, Perro Loco e MIAU). Fazem parte deste grupo realizadores como Lígia Benevides, Marcela Borela, Thiago Camargo, Rafael de Almeida, Renato Cirino e Grupo Empreza (UFG), Rodolfo Carvalhaes, Rodrigo Valle, Rogélia Pinheiro e Larissa Rabelo (Cambury), Thiago Augusto, Benedito Ferreira e Camila Leite (Universidade Estadual de Goiás - UEG), além de Marco Antônio Ferreira (Faculdade Sul-Americana - Fasam).

Premiados
Material bruto, dir. Ricardo Alves Junior – MG (Curta Mostra Brasil)
Pablo Lobato, por Outono – MG (Melhor Direção/Curta Mostra Brasil)
Kahehijü Ügühütu, o manejo da câmera, dir. Coletivo Kuikuro de Cinema – Olinda – PE (Curta Mostra Municípios)
Helton Ladeira e Diego Ruiz Aquino, por Noir – SP (Melhor Direção/Curta Mostra Municípios)
Escadaria, dir. Guilherme Gardinni – GO (Curta Mostra Goiás)
Paulo Rezende, por Um dia no centro – GO (Melhor Direção/Curta Mostra Goiás)
14 Bis, dir. André Ristum – SP (Júri Popular/Curta Mostra Cinema nos Bairros)
As coisas que moram nas coisas, dir. Bel Bechara e Sandro Serpa – SP (Júri Popular/ 6ª Mostrinha)