Publicado em: 08/10/2015 22:43 por Icumam
Debate desmistifica o caminho entre o curta e o longa-metragem
“A escolha entre curta e longa pode ser um exercício diferente de se pensar as ideias. “ A fala é de Allan Ribeiro, que compôs a mesa do debate: Do curta ao longa: caminhos da produção, com Aly Muritiba...

“A escolha entre curta e longa pode ser um exercício diferente de se pensar as ideias. “ A fala é de Allan Ribeiro, que compôs a mesa do debate: Do curta ao longa: caminhos da produção, com Aly Muritiba, Gilda Nomacce e André Ribeiro, hoje pela manhã, Papillon Hotel, mediados por Rafael Sampaio. Disse ainda que, é muito comum transitar entre um formato e outro, a diferença seria, basicamente, o ritmo e a metragem, além das condições de comercialização do filme depois de pronto.

O realizador, Aly Muritiba, não acredita que um curta-metragem seja essencial para se fazer um longa mas, acredita que a experiência com o curta-metragem é interessante, pois proporciona elementos de síntese, condensação e narrativa que podem amadurecer o processo e tornar o projeto “mais condizente com as intenções dos realizadores”.

Aly chama a atenção para a importância de se pensar a produção de maneira estratégica. Depois de um primeiro longa-metragem frustrante, foi descobrindo aos poucos a maneira de fazer cinema e o que realmente interessava. Com seus sócios, participou de fóruns, laboratórios e festivais internacionais, o que abriu portas, e passaram a se destacar também no exterior.

O mineiro André Novais conta que um de seus curtas-metragens foi aprovado em um edital, mas acabou realizando um longa, o que exigiu muito esforço, porque tomou a frente em várias funções para ter seu filme realizado. Depois de participar de um laboratório argentino, viu seu filme rodar em diversos festivais nacionais e internacionais.

A atriz Gilda Nomacce, começou a carreira atuando em curtas-metragens e acredita que este pode ser um passo para chegar ao longa, mas “nada no cinema é pequeno”. Para ela, o audiovisual é um processo coletivo, independente do tamanho da produção. No debate de hoje, ela declarou que festivais internacionais, como o de Cannes, podem mudar a vida de um diretor. “Na verdade, o que acontece é subterrâneo”, se conhece produtores, atores, diretores e “o glamour acaba sendo um enfeite”, um pretexto para as possibilidades que um festival proporciona. (Maria Júlia Rios Interlandi)