Publicado em: 10/10/2015 10:24 por Icumam
Oficinas ampliam perspectivas de participantes
Depois de três dias de atividade, alunos da oficina Animação para adolescentes realizam hoje um curta-metragem com base na técnica Pixalization...

Depois de três dias de atividade, alunos da oficina Animação para adolescentes realizam hoje um curta-metragem com base na técnica Pixalization, com orientação dos instrutores Andrea Nero e Alexandre Eschenbach. A atividade gratuita integra a 15a Goiânia Mostra Curtas, que já teve duas outras oficinas encerradas na sexta, quando mais de 20 pessoas foram certificadas.

O produtor Aristóteles Cardoso dos Santos, considera o intercâmbio com integrantes da cena audiovisual pernambucana bastante proveitoso. Essa “troca de ideias com o pessoal de fora" o faz querer continuar a pesquisar e desenvolver futuros projetos. Victor Vinícius, que também participou da oficina, achou interessante porque os ministrantes "trouxeram uma perspectiva acadêmica, com autores e teorias que, talvez, ajudem a construir nossos filmes”.

A documentarista Mariana Lacerda, uma das ministrantes, conta que, no início, se sentiu intimidada pela qualificação e competência do grupo. “Mas no encontro com o outro sempre tem uma terceira coisa pra acontecer”, comenta, numa alusão ao potencial de transformação que o documentário tem na sua relação com a Cidade, assunto que tangenciou as discussões do grupo nos últimos três dias de trabalho.

Para Diego Dasquere Ramires, da oficina Som e trilha sonora: limites e interseções, com O Grivo, o mais importante foi o acesso a novas fontes. “A gente tem referências mais genéricas e eles trouxeram coisas bem mais artísticas, mais cultas”, comenta. Leandro Caetano de Magalhaes reparou que O Grivo tem uma metodologia bem experimental, mas consciente. “Há uma orientação, uma base teórica, e eles conseguem mostrar o som descolado da imagem, o desenho do som”, afirma o participante.

O ministrante Nelson Soares afirmou que o coletivo mostrou uma diversidade de projetos a fim de estimular a curiosidade dos participantes. “A intenção era mesmo mostrar muita coisa diferente e não focar tanto no próprio trabalho do coletivo”. Também instrutor na oficina, Marcos Moreira achou os alunos muito antenados e abertos a novas formas de fazer filmes e trilhas sonoras.