23 A 28 DE NOVEMBRO - 2021

GOIÂNIA - GOIÁS - BRASIL

GRATUITO - ONLINE

Debate da Curta Mostra Especial


Tema: Coletivo, anarco, marginal: alianças e conspirações partilhadas nos cinemas em guerra

O cinema pode ser verdadeiramente coletivo? Como pensar a figura do autor no cinema contra hegemônico e de enfrentamento? Como a prática de fazer filmes pode fugir das reproduções de opressões e desigualdades de poder que marcam a sociedade ocidental? Essas são algumas perguntas que instigam o debate da  Curta Mostra Especial de 2021, “Nós somos a guerra”. O debate parte do desejo de pensar o cinema como uma arte política coletiva e não hierarquizada. A experiência de fazer filmes em agrupamentos e colaborações de cada participante será o ponto de partida para a discussão.

Data: 28 de novembro  (domingo)

Horário: 17h

Online e gratuito – Canal do Icumam no YouTube: youtube.com/icumam

Convidados: Gilmar Galache (Ascuri Brasil); Lorran Dias (Anarca Filmes); Liv Costa e Sunny Maia; Esaque Mendes e Nikson Junior (Cine Leblon)

Mediação: Kênia Freitas

 


Gilmar Galache – cineasta e educador (Associação Cultural Ascuri Brasil)

Associação Cultural dos Realizadores Indígenas. É um grupo de realizadores/produtores culturais indígenas de Mato Grosso do Sul (Brasil) que busca, por meio do audiovisual e das novas tecnologias de comunicação, desenvolver estratégias de formação, resistência e fortalecimento do jeito de ser indígena tradicional.


Lorran Dias – diretor, roteirista e artista visual (Coletivo Anarca Filmes)

É diretor-roteirista, artista visual e curador residente na Favela da Maré (RJ), onde também nasceu. É diretor e programador da TV Coragem (2020) e co-fundador do coletivo Anarca Filmes (2014). Dirigiu e roteirizou A Colônia (Gotebörg Film Festival, 2022), Usina-Desejo Contra a Indústria do Medo (ArtRio e Pivô, 2021), Novo Rio (Festival Film Bahari, 2021), Perpétuo (International Film Festival Rotterdam, 2019), entre outras obras exibidas no Brasil, Holanda, Alemanha, Chile, Portugal e Indonésia. Seus últimos trabalhos foram comissionados pelo Museu de Arte do Rio de Janeiro, Instituto Moreira Salles, Pivô Arte Pesquisa e Critical + Creative Social Justice Studies of University of British Columbia (Canadá), entre outras instituições. É graduado em Comunicação Social com Habilitação em Cinema e TV pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atua na indústria audiovisual desde 2017 como Assistente de Direção, em 2015 foi estagiário de Produção da Taiga Filmes.


Liv Costa – artista visual multilinguagem

É artista visual multilinguagem e parahybane. Atualmente estuda na Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes (CE) e cria narrativas por meio do cinema, da animação e dos quadrinhos. Suas pesquisas se relacionam principalmente à dissidência de gênero, sexualidade, montagem e memória. Também trabalha com técnicas analógicas e digitais. No audiovisual realizou os curtas-metragens Pátria (2020) e Na Estrada Sem Fim Há Lampejos de Esplendor (2021). Nos quadrinhos, publicou São Três Minutos, Meu Amor (2017).


Sunny Maia – cineasta e artista visual não binário

É não binário, cineasta e artista visual cearense. Desde 2015, atua entre a realização e a direção de fotografia. Sua pesquisa e arte se encontra vinculada à dissidência de gênero, sexualidade e combate ao cisheteropatriarcado. Trabalha através de vídeos, fotografias e imagens de arquivo. Atualmente estuda na Escola Pública de Audiovisual Vila das Artes, onde realizou os curtas-metragens Pátria (2020) e Na Estrada Sem Fim Há Lampejos de Esplendor (2021).


Esaque Mendes e Nikson Junior – Coletivo Cine Leblon

O CINE LEBLON é um coletivo que tem sua origem no bairro Jardim Leblon – localizado na zona norte da cidade de Belo Horizonte. A partir de uma oficina de criação de vídeos do programa de prevenção a homicídios do estado de MG, Fica Vivo! – realizada no ano de 2014 – um grupo de jovens artistas se reuniu para produzir uma peça audiovisual que falasse de temas associados às suas vidas e ao local onde viviam. Desde então, esse grupo tem insistido em dar corpo a diferentes anseios, ideias e projetos. Hoje, o CINE LEBLON é formado por pessoas que atuam em diferentes modalidades artísticas e que são oriundas de diversas regionais da capital mineira. São atores e atrizes, artistas visuais, diretores e diretoras de teatro e de cinema, músicos e músicas que se unem para construir e expressar um olhar mais atento e sensível sobre o mundo em que vivemos. Essa diversidade que caracteriza o coletivo têm encontrado sustentação, ao longo de todos esses anos, na criação coletiva de filmes, vídeos e fotografias. Dentre os principais trabalhos desenvolvidos pelo CINE LEBLON estão os curtas-metragens Labirinto (2015) e Brooklin (2019) e o média-metragem Desacertos (2018). Ao longo de sua trajetória, o coletivo já foi contemplado pelos prêmios Cena Plural e Descentra, da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte e pelo Prêmio Artes Visuais Periferias e Interiores da Funarte.


Kênia Freitas – pesquisadora e crítica de cinema

É pesquisadora e crítica de cinema. Fez estágios de pós-doutorado em Comunicação na UCB (2015-2018) e na Unesp (2018-2020). Doutora em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ (2015). Realizou diversas curadorias, entre elas a das mostras “Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica” (2015), “Diretoras Negras no Cinema brasileiro” (2017-2018), sessão “PretEspaços” na LÂMINA — Mostra Audiovisual Preta (2021) e sessão “Movimentos fabulares” na mostra Cinema Brasileiro: Anos 2010, 10 Olhares. Integrou as equipes curatoriais do IX CachoeiraDoc (2020) e Festival de Cinema de Vitória (2018). Escreve críticas para o site Multiplot!. Ministra cursos e oficinas sobre crítica, cinema negro, afrofuturismo e fabulações.

 

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