23 A 28 DE NOVEMBRO - 2021

GOIÂNIA - GOIÁS - BRASIL

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Entrevista Grace Passô


Atriz, diretora e dramaturga

 

Como e quando foi que descobriu que trilharia a carreira no mundo do audiovisual?

Talvez não tenha sido uma descoberta, mas um caminho artístico antigo no teatro que paulatinamente foi descortinando o cinema em minha vida.

Como é ser essa mulher multitarefa, que cria, escreve, dirige e atua?

É como ser uma mulher negra.

O seu trabalho tem se pautado em levantar questões importantes, como o racismo e o machismo. Os resultados que busca têm sido alcançados?

Eu sou, digamos assim, “um resultado” daquelas que buscam refletir e denunciar o racismo ou o machismo. Então faz sentido continuar esse movimento.

 De todos os trabalhos que já participou, teria algum que se destacaria, que deixou marcas na sua memória?

Eu vou eleger dois, mesmo que tendo sido marcada por tantos: Vaga Carne é um media-metragem corajoso, me orgulho profundamente desse trabalho, e República, um curta que de tempos em tempos, quando revejo, ele me fala cada vez mais.

 Ainda é desafiador ser mulher no campo do Audiovisual, tanto no Brasil como lá fora? Como tem lidado com isso? Acredita que a mulher já tem seu espaço consolidado?

Esse espaço não está consolidado, ainda vivemos numa sociedade patriarcal.

Como avalia o atual cenário do audiovisual, tendo em vista os tempos desafiadores que estamos vivendo, seja por causa da pandemia, mas também pela falta de políticas públicas para o setor?

O cenário é desastroso, trágico, no que se refere às tentativas deste governo de desarticular e desvalorizar o setor cultural. Ao mesmo tempo há forças que conseguem, mesmo em meio a esse caos, fazer as expressões artísticas sobreviverem. Por exemplo, as artes negras vêm consolidando produções que por muito tempo foram chamadas de “arte politizada” pela hegemonia da arte brasileira. O dinheiro ainda não chega verdadeiramente nas produções periféricas ou não-brancas, mas existe uma contundência tão grande delas, que elas se impõem no cenário produtivo, é uma forca tão grande que nem as tentativas de invisibilizá-las são capazes de desaquecê-las.

Como você analisa o papel da Goiânia Mostra Curta no cenário nacional dos festivais de cinema?

Uma contribuição efetiva no circuito de cinema nacional. Sempre me perguntam se já estive, sempre me indicam o festival.

 Como se sente sendo a homenageada desta edição que marca os 20 anos do festival?

Estou honrada, emocionada, feliz, me faltam palavras. Obrigada, Goiânia Mostra Curtas, que vontade de abraçar esse festival!

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